02 outubro 2007

Vantagens competitivas


Leio um artigo do João Pereira Coutinho na revista Atlântico em que ele refere um caso que lhe aconteceu: uma empregada de uma loja em Lisboa, de nacionalidade brasileira, perguntou-lhe se não se importava de ser atendido por ela ou se preferia um português.
Nesta situação podem ler-se diversas realidades. A primeira é que a pergunta resulta da existência de conflitos, queixas ou reclamações por parte de clientes atendidos por funcionários de origem brasileira. A segunda é que as lojas põem as preferências dos seus clientes acima de quaisquer considerações morais. A terceira realidade é que muitos clientes, presumo que portugueses, não acham piada à simpatia brasileira. E desculpem lá, esta última eu não percebo. Os brasileiros poderão estar associados a muitos defeitos mas a antipatia não é uma delas de certeza. Para mim a atenção e a simpatia é algo que prezo muito no atendimento ao público e, infelizmente, essa é uma característica que escasseia no pessoal português e abunda no pessoal brasileiro. Para mim, um tuga que pede para ser atendido por outro tuga em vez de um brasileiro só revela uma cultura que não gosta de "muitas confianças" ou que é masoquista.
Da próxima vez, e uma vez que, pelos vistos, é possível escolher a nacionalidade do empregado vou pedir um brasileiro ou brasileira.

8 Commets:

Blogger Joaquim Simões said...

Pestá claro!

10:13 da tarde  
Blogger alf said...

Eu explico: é que há portugueses que só conseguem pensar em escudos e precisam de um português para converter euros em escudos.

(esta eu já assisti; haverá mais alguma razão? mistério!! o João Pereira Coutinho não deve ter cara de quem não sabe o que é o euro, isso é mais coisa de senhoras de idade)

3:02 da manhã  
Blogger Tarzan said...

alf,

tem razão. Se calhar fui precipitado a insinuar que seria por causa da xenofobia.

2:53 da tarde  
Blogger Range-o-dente said...

Um amigo meu, brasileiro que viveu cá 20 anos e voltou par o Brasil há cerca de 5, voltou há 2 anos anos a Portugal para tentar ficar mais uns tantos.

Não gostou do que viu e explicou-me que os brasileiros estavam a ficar relativamente mal considerados porque a "onda" de imigrantes que ele veio encontrar e que se tinham entretanto instalado, pouco tinha de comum com a "onda anterior".

Ele explicou-me que os 'antigos' imigrantes (antiga onda) eram mais ou menos compostos por gente com formação acima da média (considerando o Brasil) e que agora vem encontrar uma vasta camada de imigrantes abaixo daquilo a que ele chamava o brasileiro médio.

Ele resumia a coisa dizendo que havia um "fosso" entre as duas "vagas".

Eu não me recordo que termo usava ele, mas ele dizia que os recém chegados eram, na sua vasta maioria (algo como) 'pequenos trapaceiros'.

Eu percebo que os princípios são princípios, mas é preciso ter cuidado com a realidade (que é chata como a potassa).

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7:31 da manhã  
Blogger Range-o-dente said...

"vou pedir um brasileiro ou brasileira"

Eu vou pelo 2º caso.

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11:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

"vou pedir um brasileiro ou brasileira"

Pois eu ficar-me-ei pelo 1º. Todos sabemos como os brasileiros podem ser simpáticos e aquele samba jingado no pé tem cá um charme...

indomável

5:38 da tarde  
Blogger Range-o-dente said...

Entre mim e 'indomável' não há conflito de interesses. Óptimo.

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12:49 da tarde  
Blogger jd said...

João Pereira Coutinho escreve textos muito bons. Mas nessa revista a estrela é o artiho Heil Che de Rui Ramos, historiador, que escreve um capitulo (também interessante) no livro Revolucionários, editado recentemente pelo Compromisso Portugal.

5:54 da tarde  

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