13 outubro 2008

Hoje nasceu o neo-keynesianismo


Crise financeira + Nobel(Krugman) = Neo-keynesianismo

c.q.d.


A ler: "O equilíbrio como uma forma de desequilíbrio" no Elasticidade


PS: Como poderão constatar lendo a caixa de comentários, este vosso servo perdeu uma boa oportunidade para estar calado uma vez que escreveu sobre algo que não domina. Agradeço, portanto, aos ilustres comentadores a contribuição dada.

4 Commets:

Anonymous Tiago Tavares said...

E eu que pensava que o neo-keynesianismo tinha sido definitivamente enterrado por Friedman, Lucas, e Sargent já há mais de 30 anos. E que os modelos keynesianos actuais já há muito abandonaram essa síntese.

4:44 da tarde  
Blogger Miguel Madeira said...

"pensava que o neo-keynesianismo tinha sido definitivamente enterrado por Friedman, Lucas, e Sargent já há mais de 30 anos. E que os modelos keynesianos actuais já há muito abandonaram essa síntese."

Eu sempre (isto é, desde que a palavra faz parte do meu universo mental) associei neo-keynesianismo exactamente ao "novo" keynesianismo que apareceu para aí há 25 anos, já incorporando (e tentando ultrapassar) as criticas de Freidman e Lucas,

9:53 da tarde  
Anonymous Tiago Tavares said...

Eu disse 30 anos...acho que é melhor rectificar para 50.

Neo-keynesianism é alguém que suporta modelos (já obsoleto) de equações neo-keynesian - um diminutivo para neoclassical keynesian synthesis. Esses modelos reconciliavam a teoria keynesiana (is-lm) com a neo-clássica (teoria quantitativa da moeda e emprego em casos gerais) e incorporavam ainda imperfeições de mercado (salários rígidos). Grandes proponentes foram Modigliani e Timbergen com os seus macro-modelos de dezenas de equações (que ainda hoje são utilizados).

O Friedman e o Lucas só vieram depois. E só bastante depois vieram os novos keynesianos.

Sinceramente custa-me a crer que o Krugman tenha tido qualquer influência na formulação da síntese neo-keynesiana.

3:13 da manhã  
Blogger Luis Gaspar said...

Tiago Tavares, para mim o neo-keynesianismo não se esgotou ha´50 anos e qualquer aluno da FEUNL ou da UCP sabe que o modelo IS-LM ainda é dado como representando Keynes (mesmo apesar do pobre criador do dito modelo tê-lo renegado num paper pouco antes de morrer). Quanto ao termo aplicado a Krugman, eu acredito e muitos autores também que isso é legítimo, em virtude de continuar a tentar enquadrar falhas de mercado (neste caso, forças centrípetas / economias de escala) num modelo em equilíbrio, tentando mostrar que pode haver uma desigualdade entre custos e produtividades marginais. Mas admito que a designação não seja consensual.

11:10 da manhã  

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