09 julho 2007

Ambientalismo pop

É impressão minha, ou este fds tivemos uma lavagem cerebral global? Cada vez que se passava pela RTP 1 estava-se a repetir a mesma baboseira, uma e outra vez: e que as crianças são os grandes responsáveis pela mudança, e que temos de separar o lixo, e que temos de andar de transportes, e que os EUA têm de aderir a Quioto, e que temos de andar de híbridos, e blaá, blá, blá. Um fds totalmente propagandístico, acrítico, acéfalo. Da responsabilidade do canal público...

Faltaram as verdades inconvenientes associadas e este "ambientalismo pop". Muitas das teses defendidas não têm o rigor científico que nos querem fazer crer. Nem as soluções defendidas para as questões ambientais são tão "facilmente" maravilhosas como as vendem.

Exemplos:
-Fala-se de modelos climáticos como se fossem dotados de um nível seuqer razoável de precisão. Eles são calibrados para conseguirem prever fenómenos no passado forçando determinadas variáveis como factores explicativos, ignorando outros. E muitas vezes estão calibrados para que se obtenha a resposta que o cientista quer ouvir.
- E o "arrefecimento global" que tanto preocupou cientistas e ambientalistas na década de 70?
- Fala-se muito de alternativas com emissões zero. Mas quase sempre se esquece o balanço energético dessas alternativas. É que para produzir e manter uma célula fotovoltaica gasta-se energia e, consequentemente, polui-se. Essa e energia e poluição também deveriam entrar nas contas. A questão essencial deveria ser: ao fim de quanto tempo é que as emissões evitadas compensam as que foram geradas. Correcção: quando se fala de centrais nucleares (e só neste caso) há alguma preocupação em fazer um correcto balanço.
- Os carros híbridos, ou quaisquer outros de base eléctrca, funcionam à base de baterias que, por sua vez contêm cádmio e outros metais pesados e altamente poluentes. As minas destes metais são as mais poluentes e destrutivas.
- O preço absurdo que se paga no nosso país por 1 kWh de electricidade gerado a partir de energias alternativas. O vector ambiente não pode ser o único a entrar na discussão das energias alternativas. Um pouco de racionalidade económica também dava jeito...

5 Commets:

Blogger Izzi said...

Concordo com tudo o que disseste. Fala-se dos tais estudos científicos, como se fossem uma verdade absoluta, quando sabemos perfeitamente que isso não é assim, e como disseste tão bem, muitos estão calibrados para o que o cientista quer provar.
Acho que o que está a faltar aqui é o sentido crítico. Eu também acho que há coisas que podemos fazer para diminuir a destruição do planeta e a sua poluição, mas isto é um abuso e está a chegar a um ponto insuportável...

10:58 da tarde  
Blogger alf said...

Para conduzir as sociedades humanas são precisas duas coisas: confiança nos lideres e ideias simplórias. É isso que está por detrás disto tudo, uma sociedade assim é masi fácil de gerir.

Ahh - falta uma coisa: fomentar o medo. Como isto do aquecimento global vai estourar em breve, porque já entramos num ciclo de arrefecimento (embora curto), os ingleses e americanos já estão noutros medos

Já repararam a regularidade com que acontecem atentados sempre falhados em Inglaterra? Os terroristas ingleses serão os mais burros do mundo?

Mas não irritem com estas coisas, estejam gratos, porque a humanidade é um saco de gatos... excepto quando tem medos...

1:06 da manhã  
Blogger Tarzan said...

alf, em complemento ao seu comentário recomendo

http://ablasfemia.blogspot.com/2007/07/leitura-obrigatria.html

2:40 da tarde  
Blogger sguna said...

os srs. falam, mas dizem muito pouco.

sugiro o link para iniciarem a respectiva refutação, acerca de modelos climáticos:

http://climateprediction.net/science/scientific_papers.php

12:46 da tarde  
Blogger Tarzan said...

Cara sguna,

eu não sou contra o desenvolvimento de modelos climáticos. Mas tal como tantos outros modelos noutras áreas, estão cheios de imperfeições e são insuficientes para explicar toda a realidade. Por isso se escreve tanto sobre eles. Mas o facto de se defender uma verdade como sendo absoluta por ter sido obtida com base num modelo dito científico é intelectualmente desonesto. Acerca do clima todos os dias se ouve que os modelos prevêem isto e aquilo a palavra (mágica) "modelo" convence logo os leigos na matéria. Mas quem está por dentro conhece os "perigos", as imperfeições e a (falta de) precisão que ditos modelos têm. Na econometria passa-se algo de muito semelhante.

http://ideas.repec.org/s/ecm/wc2000.html

As melhoras para a atrite.

9:15 da manhã  

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